6/04/2013
6/03/2013
Corra
Ronaldo Arino · em Saúde.
Mas hoje eu quero falar da elegância de forma abrangente, não esta relacionada a um corpo bem delineado e sem os “pneuzinhos” abdominais.
Sempre há de se ter elegância, mesmo quando se é colocado em situações constrangedoras. Nestas horas têm-se, inicialmente, vontade de perder a linha, de partir para o tudo ou nada. Isso não vai adiantar, só servindo para levantar mais poeira e jogar merda no ventilador, que só vai te expor ainda mais.
É nessas horas que devemos ter outro tipo de elegância. É a elegância da conduta, de saber colocar as palavras de uma forma correta e no momento exato. Saia daquele ambiente e evite conviver com a situação. Deite no seu travesseiro e curta aquele horrível aperto no coração. Um dia vai passar.
Quanto tempo? Não sei e acho que ninguém sabe. Não é matemático, não existem fórmulas para se chegar a qualquer resultado. É o emocional que está envolvido e sendo assim só o tempo.
Recentemente tivemos no Rio de Janeiro um acidente de ônibus que levou a morte de algumas pessoas. Tudo provocado por uma reação “não elegante” de um passageiro que agrediu o motorista do veículo. O motivo foi o condutor não ter parado em um ponto para que o agressor pudesse descer.
Precisamos ter reações elegantes no nosso trabalho (quantos chefes temos vontade de esganá-los), com os nossos clientes (quantas vezes temos vontade de jogar um contrato para o alto) e nos nossos relacionamentos (quem nunca teve vontade, um dia, de apertar o pescoço de uma namorada ou de um namorado, de um marido ou de uma esposa).
Reações desse tipo não levam a nada, só pioram as coisas. Tenha sabedoria e elegância. Não existe verdade melhor que o tempo. O tempo não é ludibriado por ninguém.
Agora, se quiser de uma ajuda para ultrapassar esse momento, corra. Isso mesmo corra muito. Dê uma, duas, três voltas na Lagoa. A endorfina produzida vai te ajudar a ser mais sábio, enfrentar melhor a situação adversa e, obviamente, ser mais elegante, em todos os sentidos.
5/31/2013
Planejar

Recentemente conversei por quase duas horas com um empresário que tive a oportunidade de ajudá-lo a dar os seus primeiros passos em sua ascensão, desde quando começou o seu próprio negócio em SP no final da década de 90. Vou contar parte de sua história e usar o pseudônimo "João" para guardar a sua privacidade, mas com a sua autorização, vou compartilhar abertamente o seu problema, porque seguramente essa patologia é vivida por muitas pessoas, em diversos níveis sociais e em todo mundo.
Nos últimos 15 anos, João, que começou o seu negócio do zero e com muita luta, conquistou o sucesso, cresceu financeiramente e viu o seu projeto florescer, conquistando muito prestígio no meio social em que vivia. Neste mesmo período, enquanto o seu negócio prosperava, até hoje, João também gastou mais de 12 milhões de reais e, atualmente, pelo seu estilo de vida, o seu patrimônio foi reduzido a zero. Desculpe-me, mas para ser mais preciso, o seu patrimônio na realidade atualmente é uma dívida de aproximadamente 750 mil reais.
As duas empresas do João, que têm um excelente produto e um faturamento de mais de 2 milhões por ano, têm fechado o resultado de um fluxo de caixa mensal negativo que já ultrapassou o valor de 50 mil reais. Isso porque além dos custos operacionais regulares, as empresas estão com gastos excessivos, o que inclui um gasto mensal adicional de 30 mil reais, relativo aos empréstimos bancários e parcelamentos de impostos atrasados, dívidas contraídas também para bancar o seu estilo de vida.
João tem 43 anos, casado há quase 20, tem dois filhos adolescentes e é uma pessoa honesta e trabalhadora. Então, como ele conseguiu se meter nessa situação depois de ter ganhado tanto dinheiro e construído um negócio tão promissor?
O declínio
Eu conheço muito bem essa família e o seu negócio. Posso lhe assegurar que não estamos falando de um problema mercadológico que a sua empresa pudesse estar atravessando, mas única e exclusivamente de um problema relacionado ao seu estilo de vida.
João não é dependente químico, não sustenta amantes ou famílias em paralelo, não é viciado em jogo e nem perdeu o seu dinheiro na Bolsa de Valores. E como conheço de perto e acompanho, buscando ajudar essa família há muito tempo, há muitos anos João é viciado numa droga que afeta a todas as camadas da sociedade. Ricos e pobres de todas as raças e credos a cada dia têm sofrido muito pelos efeitos destrutivos deste psicotrópico devastador chamado consumismo.
Não estou me referindo a um consumo consciente ou ao desejo legítimo por experimentar novos produtos, considerando inclusive que este é um dos motores da economia, mas sim a um exagero doentio, o que estou classificando como consumismo. Apesar de não ser psicólogo, pela minha experiência em mais de 20 anos formando executivos e empreendedores, pude observar em inúmeros casos que o consumismo é uma séria patologia comportamental que faz com que o indivíduo, sem que ele tenha a consciência clara desta condição, consuma de forma desenfreada produtos ou serviços sem a real necessidade dos mesmos.
Observei que muitas podem ser as razões para este comportamento, como por exemplo, preencher um vazio decorrente de quadros depressivos, por necessidade de aceitação social, o que neste caso, grifes e marcas passam a ter uma enorme importância, falta de autoestima, dentre outras razões que podem dar origem a um comportamento extremamente consumista. Este estilo de vida é rapidamente assimilado por toda família que passa associar a sua felicidade ou autoestima ao consumo de produtos, seja um novo modelo de celular, um novo carro, roupas de moda, viagens que os amigos fazem, bolsas, sapatos, novos modelos de computador, compras excessivas no supermercado, em restaurantes, além de parentes que, atraídos por este estilo de vida acabam participando dessas orgias do consumo bancado pelo filho ou filha que de repente ficou rico(a). Tudo isso fomentado por excessivo tempo assistindo TV ou internet, onde todos são alimentados e bombardeados pelos estímulos da propaganda.
Este problema não é privilégio dos ricos. Como disse, é um estilo de vida que se manifesta em todas as camadas da sociedade. Nas classes mais baixas, os cheques pré-datados, promoções relâmpagos, representam "oportunidades" imperdíveis que fazem com que o indivíduo mergulhe na escravidão do cartão de crédito, cheque especial e dos empréstimos extorsivos de instituições financeiras e até de agiotas. Como consequência, passará toda a vida pagando contas sem evoluir. Sempre terá pose de bacana com a sua TV LCD, TV a cabo com per per view, e o seu carro financiado em 80 prestações, mas terá a sua caixa de correio sempre lotada de cartas de cobrança.
Como posso evitar?
Eu poderia me alongar muito neste tema, mas vou resumir. O segredo básico para construir uma vida próspera é simples: gastar menos do que ganha. Um sintoma muito comum do início da dependência da droga do consumismo pode ser observado em frases do tipo: "Mas é impossível viver gastando menos do que eu gasto. Eu ganho muito pouco". Outra muito comum, dita por aqueles que já estão num estágio mais avançado é: "Pra que vou guardar dinheiro? Eu não sei nem se vou tá vivo amanhã…" ou para justificar o seu estilo de vida, tentam desqualificar o conselho de gastar menos do que ganha, argumentando de forma apelativa assim: " Diz isso pra quem ganha um salário mínimo"... Os sintomas psíquicos do consumismo são muito sutis e são sempre acompanhados desses argumentos auto-convincentes, muito parecidos com a forma que também se observa no comportamento de indivíduos com alguma dependência química.
Pra você prosperar, poder ajudar outras pessoas e acumular capital para poder investir numa real oportunidade de negócios, é necessário estar livre do consumismo, livre desta escravidão psíquica, com a sua família saudável e pronta para construir um futuro promissor. Isso porque o consumismo visa sempre o imediato em detrimento do futuro, mas para construir um projeto promissor, o foco deve estar no futuro, investindo o seu presente para construí-lo. Consumismo e prosperidade são inimigos, percebeu?
Para finalizar, e o que vai acontecer com o João? Bem, infelizmente ele e toda sua família vão arcar com as consequências do estilo de vida em que viveram até hoje. Eu estou o ajudando a fazer um plano de longo prazo para sair dessa, além de recomendá-lo um tratamento psicológico com toda família. Se ele tiver disciplina e humildade, com muito trabalho, tenho a certeza que vai virar o jogo. Do contrário, o buraco só vai aumentar, transformando-se num poço sem fundo. As consequências neste caso seriam incalculáveis.
Para os que esperavam um final feliz, desculpe-me desapontá-lo. Fica aqui o exemplo do quão grave e o quanto o consumismo pode fazer uma família sofrer.
Se você se identificou com alguma parte desta história, não pague pra ver e peça ajuda imediatamente para um amigo, pessoas de confiança ou até ajuda profissional. Do contrário, tenha a certeza de que você poderá pagar muito caro.
5/26/2013
Humanidade , ainda há esperança
Motivos para motivações
Foto: Arquivo Pessoal
O pedal entrou na vida do engenheiro Luciano Brancalioni Capas em 2008 de forma totalmente despretensiosa.
Casado, pai de uma filha, ele tinha na época 30 anos e pesava 103 kg, para seu 1,80 metro de altura. O primeiro incentivo veio dos amigos do trabalho, que costumavam se reunir no final de semana para pedalar na Estrada Velha de Santos, antiga rodovia que ligava a capital ao litoral paulista, muito frequentada por ciclistas e triatletas pelas boas condições para treino e pela linda paisagem que a cerca, a partir de São Bernardo do Campo.
“Nesse primeiro pedal, fui com uma MTB muito fuleira, tão pesada quanto eu”, brinca Luciano. Lá, observou outros ciclistas pedalando em suas imponentes bikes de estrada e não teve dúvida de que era aquilo que ele gostaria de fazer dali em diante, retomando uma antiga paixão.
“Minha primeira bike na adolescência foi uma Monark 10. Sempre gostei de velocidade”, justifica. Na mesma semana, comprou a sua, uma Ballistic de alumínio, que estreou logo no domingo seguinte. Foi então que decidiu unir o útil — perder os quilos a mais que já estavam incomodando — ao agradável, que era cultivar um hobby saudável e divertido, junto aos amigos. “Comecei por brincadeira e para emagrecer, porque já estava passando do limite. Mais pela companhia dos amigos que pelo compromisso”, confessa.
No princípio, claro, foi um pouco difícil. “Eu me cansava muito, principalmente nas subidas, que nem eram tão íngremes assim”, recorda. Aos poucos, foi aumentando a velocidade, o número de voltas e ganhando condicionamento.
Quando percebeu, já havia tomado gosto pela prática e perdido mais de 10 kg. Resolveu então procurar uma nutricionista para melhorar a dieta. Ao mesmo tempo, começou a correr, também por influência dos amigos. Daí a começar a se aventurar no triathlon foi um pulo — ou melhor, uma braçada.
Luciano já havia praticado natação quando mais jovem. Por isso, confiava, não teria dificuldade para se reiniciar nesse esporte e fazer a transição para o ciclismo e a corrida. “Era só retomar e juntar tudo, simples assim”, imaginava.
Em 2009, ele se inscreveu em um simulado de short. Fazia tempo que não nadava, mas sabia que conseguiria completar a distância do simulado pelo condicionamento que tinha adquirido quando praticava. Dito e feito. Ao final, após concluir a prova, sentiu o gostinho da adrenalina e percebeu que aquela seria a primeira de muitas provas. “Depois de fazer o simulado, fiquei empolgado e comecei levar o esporte a sério”, diz.
Ainda em 2009, também participou da Copa VO2 de ciclismo, na serra de Campos do Jordão (SP). “Foi muito bacana. Curti demais fazer essa prova, apesar de que não estava tão bem preparado quanto imaginava”, conta, acrescentando que completou o percurso em 3h23.
Algum tempo depois, um problema no joelho (“na banda iliotibial”) o obrigou a ficar de molho por seis meses. Nesse período pedalou pouco, nadou para manter o condicionamento aeróbico e fez fisioterapia e musculação para fortalecer a região.
Em 2010, já recuperado, começou a treinar em uma assessoria esportiva e a participar de provas de short triathlon. Durante três anos competiu no circuito de short, até que começou a imaginar como seria participar da prova mais puxada da categoria. “Na assessoria já havia um grupo que treinava especificamente para o Ironman. Então, comecei a pensar sobre o desafio, na possibilidade de fazê-lo em 2014 ou 2015”, conta. Porém, no ano passado, ele foi para Florianópolis assistir a um amigo que ia participar da prova. Ficou tão empolgado com o que viu que voltou de lá já inscrito para a edição de 2013.
Ainda em 2012, no final do ano, resolveu experimentar uma prova com distância maior e fez o Long Distance de Pirassununga. Quando viu que dava conta do recado, começou a rotina de treinos com foco no Ironman. De lá para cá, já se foram quatro meses de trabalho duro, com muitos quilômetros percorridos a nado, pedalando e correndo. Faltando pouco menos de um mês para o grande dia, quando já começa a pintar aquela ansiedade, aquele frio na barriga, Luciano olha para trás e se lembra do começo despretensioso.
Hoje pesando 80 kg — ou seja, 23 a menos em relação à época em que começou a pedalar —, ele percebe o quanto o esporte mudou sua vida. “Passei a ver as coisas com outros olhos. Antes eu era nervoso, ansioso. O esporte me ajudou a ter mais autocontrole, me deu muito mais disposição no dia a dia, além de me proporcionar uma vida mais regrada e saudável”, avalia Luciano, que também usa o pedal para fugir do estresse. “Quando necessito tirar a tensão do dia a dia, revigorar a mente, pego a bike e pedalo por vários quilômetros. Sempre chego em casa mais leve. É minha terapia”, conclui. Então, bora pedalar que o estresse engorda!
Matéria publicada na Revista VO2 Max, edição 92, maio/13
5/25/2013
Como correr
Como correr uma maratona
Historicamente, a maratona é uma das provas mais dramáticas do atletismo. Quem não se lembra da emocionante chegada da atleta suíça Gabriele Andersen, nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984? Gabriele “quebrou” durante o percurso, mas fez questão atravessar a linha de chegada, mesmo cambaleando, porque, aos 39 anos, aquela era a última chance dela de concluir a prova numa olimpíada.
“Quebrar” nos 42.195 metros de uma maratona é relativamente comum. Quem corre certamente já ouviu relatos de amigos que contam: “Eu estava bem até o quilômetro 30 e depois comecei a me arrastar. Eu tinha fôlego, mas me faltaram as pernas…”. Eu mesmo já quebrei e posso relatar que é muito difícil continuar correndo, ainda que mais devagar, para completar esta prova. É uma experiência frustrante.
Apesar da dificuldade, é possível correr uma maratona de forma bem prazerosa, do começo ao fim e, apesar do inevitável cansaço no final, terminar a corrida em boas condições, inclusive acelerando um pouco o ritmo nos últimos quilômetros. Da mesma forma que já tive a experiência negativa de quebrar, também pude realizar uma maratona bem agradável, do começo ao fim. Lembro-me mais desta segunda prova do que daquela em que fui “pifando” e me arrastando até a linha de chegada.
Qual o segredo para não “quebrar”? Temos de adotar uma estratégia que promova duas alterações importantes em nosso metabolismo durante a maratona:
1- Minimizar a queima de glicogênio (reserva energética dos músculos). Temos um estoque limitado desse importante combustível e, quando forçamos o ritmo, queimamos bem mais glicogênio;
2- Maximizar a queima da gordura. O corpo humano possui uma reserva muito abundante de gordura, suficiente para percorrer mais de 100 quilômetros. No entanto, para queimar este combustível é preciso ir mais devagar.
Portanto, correr uma maratona de forma estratégica requer muita frieza. O corredor definirá o que vai acontecer na prova nos primeiros 10 quilômetros, justamente quando se encontra ansioso, motivado e descansado. É nesse momento que ele pode queimar seus estoques de glicogênio e assim quebrar no final. Ou então ser mais cauteloso, minimizando a queima dos carboidratos e otimizando a queima das gorduras. E uma grande vantagem de economizar no começo para gastar no final é que acabamos mais inteiros e a “viagem” fica bem gostosa.
5/23/2013
Psicologia um pouco de
Estado flow no esporte e suas variantes de reflexão*Prof. João Ricardo Cozac
Sabe aquela sensação de entrar num cinema e o filme parece não terminar jamais? Pois é. Certamente muitos já viveram a experiência oposta: a de sentar na poltrona e não sentir a passagem de 120 minutos. A diferença entre as vivências é o que, no esporte, chamamos de “estado flow” de performance.
Na prática, a capacidade de envolvimento e interação com o ambiente esportivo facilita a fluência na ação desportiva – proporcionando uma sensação de plenitude e expressão ativa do talento. Alguns corredores (competitivos ou não) relatam desempenhos melhores quando não ficam atentos ao cronômetro. Especialmente quando se exercitam em espaços mais fechados como a esteira ou percursos abertos circulares – que limitam e estreitam a vivência atlético-esportiva.
Por outro lado, a intimidade diante da ação motora dispensa controle de variáveis externas, estreitando o foco interno à sensação de plenitude proporcionada pelo “flow”. O automatismo motor é um aliado importante nesse processo. Além dos treinos “in loco” – exercícios de mentalização, biofeedback e técnicas neuromotoras catalisam o processo de autoconhecimento da prática esportiva, possibilitando um necessário desligamento de si na rota da perfeição e do prazer.
Em provas de longa duração, o foco de atenção oscila entre a amplitude externa e a leitura precisa dos estímulos e demandas internas. Maratonistas e triatletas são testados – incessantemente – diante da ação sempre danosa dos pensamentos intrusos. Ainda que este comportamento cognitivo tenha relação com variáveis técnicas ou físicas – é importante apontar para a possibilidade de um olhar mais livre e desprendido de obstáculos quase sempre criados nos corredores da vida – e fundidos aos componentes psicossociais e afetivos dos atletas.
Fato é que a análise do “flow” esportivo deve respeitar algumas características que legitimam sua manifestação. No complexo emaranhado de expectativas, metas, objetivos e rápidas resoluções – soma-se a essa impossível “receita” – um flagrante e necessário esquecimento de si para uma vivência constituída de ação, foco e superação.
Prof. João Ricardo Cozac é psicólogo do esporte - presidente da Associação Paulista da Psicologia do Esporte. Atende atletas e equipes de diversas modalidades - professor responsável pelo curso de formação em Psicologia do Esporte na cidade de São Paulo. Membro acadêmico do laboratório de Psicossociologia do Esporte da USP e da Academia Brasileira de Marketing Esportivo. Contatos: www.appeesp.com e secretariapsidoesporte@uol.com.br
5/22/2013
Giro d'Italia
Hoje tivemos um começo bem preguiçoso. A etapa de hoje era completamente plana até faltarem 20km para o final, que tinha uma montanha de 4km… A montanha atrapalhou os sprinters e Giovanni Visconti venceu.
O sol deu o ar da graça hoje e o pelotão veio vagarosamente atrás da fuga com quatro componentes (Miguel Rubiano (Androni Giocattoli), Maxim Belkov (Katusha), Gert Dockx (Lotto Belisol) e Luke Durbridge (Orica-GreenEdge)) que saiu logo no início da etapa. O pelotão manteve a fuga sempre na casa dos 5 minutos.
As equipes então começaram a se revezar para poder buscar os escapados, uma vez que o final da etapa era bastante incerto por conta da pequena montanha no final.
Chegou a subida
Uma subida com um pouco mais de 4km, com um começo bastante inclinado (12%) e o resto relativamente tranquilo. O pelotão entrou na subida com menos de 1 minuto de desvantagem sobre a fuga.
Durante a subida uma série de ataques começou e a fuga acabou sendo absorvida. Danilo diLuca (Vini-Fantini) foi um dos que atacou conseguiu abrir uma vantagem razoável sobre o pelotão. Giovanni Visconti (Moviestar) pulou na fuga faltando 16km para o final com o objetivo de vencer os pontos da meta de montanha, mas acabou conseguindo largar os seus companheiros e partiu sozinho.
Cavendish terminou a subida com 1m30 sobre o grupo do Maglia Rosa e por mais que a Omega-Pharma tenha tentado, não conseguiram colocar o sprinter novamente no pelotão.
A chegada confusa
Apesar de Visconti não ter conseguido abrir uma vantagem, o pelotão não conseguiu se organizar e ficaram se atacando sem muita consistência. Enquanto isso o ciclista da Moviestar seguia com uma passo bastante consistente e mantendo a vantagem.
No último km Visconti estava com 23 segundos de vantagem e venceu a etapa destacado. Foi bem maneiro!
Vídeo
Resultados
| 1 | Giovanni Visconti (Ita) Movistar Team | 5:15:34 | |
| 2 | Ramunas Navardauskas (Ltu) Garmin-Sharp | 0:00:19 | |
| 3 | Luka Mezgec (Slo) Team Argos-Shimano | ||
| 4 | Filippo Pozzato (Ita) Lampre-Merida | ||
| 5 | Danilo Hondo (Ger) RadioShack Leopard | ||
| 6 | Salvatore Puccio (Ita) Sky Procycling | ||
| 7 | Sacha Modolo (Ita) Bardiani Valvole-CSF Inox | ||
| 8 | Fabio Felline (Ita) Androni Giocattoli | ||
| 9 | Francisco José Ventoso Alberdi (Spa) Movistar Team | ||
| 10 | Cadel Evans (Aus) BMC Racing Team |
Geral
| 1 | Vincenzo Nibali (Ita) Astana Pro Team | 73:11:29 | |
| 2 | Cadel Evans (Aus) BMC Racing Team | 0:01:26 | |
| 3 | Rigoberto Uran Uran (Col) Sky Procycling | 0:02:46 | |
| 4 | Michele Scarponi (Ita) Lampre-Merida | 0:03:53 | |
| 5 | Przemyslaw Niemiec (Pol) Lampre-Merida | 0:04:13 | |
| 6 | Mauro Santambrogio (Ita) Vini Fantini-Selle Italia | 0:04:57 | |
| 7 | Carlos Alberto Betancur Gomez (Col) Ag2R La Mondiale | 0:05:15 | |
| 8 | Rafal Majka (Pol) Team Saxo-Tinkoff | 0:05:20 | |
| 9 | Benat Intxausti Elorriaga (Spa) Movistar Team | 0:05:47 | |
| 10 | Domenico Pozzovivo (Ita) Ag2R La Mondiale | 0:07:24 |


