4/23/2010

Estresse: principal causa de hipertensão



Preocupações rotineiras superam a obesidade e sedentarismo, também fatores de alto risco.

O excesso de sal não é o pior inimigo do coração. Segundo cardiologistas do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), o estresse, seguido pela OBESIDADE e pelo sedentarismo lideram o ranking de fatores de risco para desencadear um aumento de pressão e, consequentemente, doenças cardiovasculares.

"O estresse e a ansiedade do dia a dia são umas das principais causas do pico hipertensivo.

O problema é que uma parcela grande da população tem a HIPERTENSÃO diagnosticada e não trata. Além de não tomar os remédios, nãomudaos hábitos alimentares e não se exercita", diz o diretor do INC, Marco Antonio de Mattos.

De acordo com os médicos, o estresse recorrente aumenta a liberação de adrenalina, o que provoca uma contração das artérias que dificulta a passagemdo sangue, acelera os batimentos cardíacos e aumenta a pressão arterial.

"O estresse é de difícil solução, mas a OBESIDADE e o sedentarismo devem tentar ser resolvidos o mais rapidamente possível", alerta o chefe do serviço de HIPERTENSÃO do Instituto, Ivan Cordovil, acrescentando que é importante ter hábitos saudáveis.

4/20/2010

Governo reduz data de validade de vacina contra gripe suína







O prazo de validade de uma das vacinas contra gripe suína aplicada no Brasil, a da GSK, foi reduzido de 18 para 6 meses. A mudança, determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), segue orientação semelhante da Agência de Saúde do Canadá, onde o produto é fabricado. Resultado parcial de um estudo apresentado à agência de saúde daquele país mostra que os efeitos protetores da vacina, quando aplicada depois de seis meses da sua fabricação, são reduzidos em 50%.

Ao anunciar a decisão, o Ministério da Saúde afirmou que todas as vacinas da GSK aplicadas até o momento e as disponíveis para a campanha estão dentro do novo prazo. De acordo com dados fornecidos pela pasta, das 30 milhões de doses da vacina recebidas até agora da GSK, 1,2 milhões de doses vencem dia 2 de maio. Os demais lotes têm vencimento entre 3 de maio a 21 de julho.

"Todo um esforço está sendo realizado para usar, no primeiro momento, a vacina com menor prazo de validade", afirmou Eduardo Hage, diretor da Secretaria de Vigilância em Saúde do ministério. Ele informou ainda que não há risco de o Brasil ficar com vacinas cuja data de validade já terminaram. "Caso haja lotes remanescentes, a GSK irá fazer a troca", completou Hage.

A Novartis fornece para o Brasil 10 milhões de vacinas contra gripe suína. O prazo de validade do produto, no entanto, já é de seis meses, de acordo com informações do laboratório. O diretor da Anvisa, Dirceu Barbano, afirmou que agora o governo aguarda uma definição sobre a adequação do prazo de validade da vacina produzida pela Sanofi-Aventis. Caso haja necessidade de revisão, o Brasil acompanhará a medida.

4/13/2010

LIBERDADE


Jorge Gerdau começou por saudar Yeda Crusius, que acabara de ser vaiada pela audiência da palestra. No início do discurso, pronunciou-se sobre a importância das liberdades, individuais e econômicas, e o respeito aos direitos e às instituições. Em uma nota especial sobre a liberdade de ir e vir, comentou a ausência do palestrante Xingyuan Feng, que ficou retido na China por não dispor de um visto de trânsito para sua conexão prolongada em Londres.

Gerdau diferenciou democracia representativa de democracia delegada, destacando que nesta última a liberdade desaparece. Notou que para manutenção da liberdade é preciso que haja equilíbrio entre os três poderes, característica da democracia que defende. Passando da teoria a um domínio mais prático, Gerdau observou que os 50 países com maior IDH são democracias (o 51º é Cuba).

Passando ao tema da descentralização dos serviços e a privatização, observou que o custo por aluno da educação privada em Porto Alegre é uma fração do custo na educação pública.

Citando um livro de Luiz Felipe D’Ávila, observou que é dever do empresário cuidar: da sua empresa, da sua família, e da política. Acrescentou que é “muito chato” cuidar da política, mas, se não se cuida da política, tudo que se fez na empresa é desfeito pelos políticos. O comentário foi recebido pela plateia, formada em boa parte por empresários, com risos e aplausos.

Notou que países autoritários na Ásia gozam a curto prazo de vantagens econômicas que não podem ser superadas, mas ressaltou com orgulho que “o nosso sonho” foi construído sem que se abrisse mão dos direitos e liberdades dos cidadãos. No entanto, questionou que medidas quantitativas sejam adequadas, e ponderou que ter a melhor empresa é mais importante do que ter a maior empresa, e ter o melhor IDH, do que a maior economia. Para alcançar esse objetivo, afirmou enfaticamente que o melhor caminho é a economia de mercado; e alertou que concessões ao autoritarismo podem colocar o Brasil no mesmo caminho de alguns de seus vizinhos latinoamericanos.

4/12/2010

VACINA CONTRA CANCER DE PELE





Cientistas dos Estados Unidos estão iniciando novos testes com uma vacina normalmente utilizada para combater o herpes e que mostrou ter efeitos positivos no tratamento do melanoma, o tipo mais perigoso de câncer de pele.

Os especialistas do centro médico da Rush University, em Chicago, já realizaram duas fases de testes com a vacina, chamada OncoVex.

Na segunda fase, dos 50 pacientes submetidos ao tratamento, oito se recuperaram completamente do câncer, enquanto outros quatro tiveram uma reação positiva parcial e puderam se curar com uma cirurgia.

Pacientes com estágios avançados do câncer de pele costumam ter um prognóstico ruim de sobrevivência. Por isso, tal resultado foi considerado bom pelos cientistas.

"Atualmente existem poucas alternativas de tratamento para pacientes com melanoma avançado, nenhuma delas satisfatórias. Por isso oncologistas ficaram muito animados com os resultados obtidos", disse Howard Kaufman, diretor do programa de câncer da Rush University e chefe da equipe que realiza os testes.

Descoberta acidental

Cientistas descobriram que a OncoVex tinha efeito sobre tecido canceroso quando a vacina foi acidentalmente aplicada em uma amostra de células de tumor.

A vacina inclui um vírus que foi modificado e convertido em um agente que atinge essas células sem afetar células saudáveis.

A droga também possui agentes biológicos que ajudariam a resposta do sistema imunológico ao melanoma.

Segundo, a Rush University, a vacina é injetada diretamente nas lesões.

"O que nos surpreendeu e incentivou foi o fato de a vacina ter funcionado não somente nas células injetadas, mas também em lesões em outras partes do corpo que não poderíamos alcançar", afirmou Kaufman.

"A vacina gerou uma resposta imunológica que circulou pela corrente sanguínea até locais remotos."

A terceira fase dos testes deve envolver 430 pacientes em todos os Estados Unidos. Cada um vai receber uma injeção nos tumores a cada duas semanas por até 24 sessões, e será acompanhado por dois anos.

O melanoma é o tipo mais raro, mas mais letal de câncer de pele, por causa da alta possibilidade de metástase.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer brasileiro, em 2008 houve uma média de aproximadamente 6.000 novos casos, entre homens e mulheres.

4/11/2010

Medicina de Emergência


A denominada “Carta de Porto Alegre”, documento oficial do CREMERS, entrará para a história do nosso país e será lembrada como um grande marco na transformação e reconhecimento da emergência como especialidade no Brasil.
Dentre as diretrizes e necessidades divulgadas pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul, destacam-se:

1) criação da Especialidade Medicina de Emergência, via Comissão Mista de Especialidades;
2) estimular a criação de Residências Médicas em Medicina de Emergência em todo o país;

3) qualificar e capacitar todos os médicos atuantes nas Emergências, através de Cursos, habilitando-os a concorrer ao título de Especialista em Medicina de Emergência;

4) incentivar a criação da Disciplina de Medicina de Emergência em todas as Escolas Médicas do país;

5) Implementar um Plano de Cargos e Salários, com remuneração justa e digna aos médicos emergencistas.

Mais uma vez, a Abramede entra em sintonia com entidades que de fato querem um Brasil melhor.

Texto: Dr. Herlon Saraiva Martins
Vice-Presidente da ABRAMEDE
Médico Assistente do Pronto-Socorro do HCFMUSP

Clique aqui para baixar a Carta de Porto Alegre em PDF.

CARTA DE PORTO ALEGRE

A crise nas Emergências agrava-se a cada ano e hoje constitui um dos grandes problemas de saúde no Estado. Os enfermos que acorrem às Emergências aumentam progressivamente; em contrapartida, não há oferta de leitos hospitalares na mesma proporção, levando à inevitável superlotação e queda vertiginosa da assistência prestada aos pacientes, bem como ao desgaste dos profissionais médicos e profissionais da área da saúde destas Unidades.

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande de Sul – CREMERS -, na condição de ente que tem, como uma das atribuições legais, resguardar, na relação médico-paciente, uma medicina qualificada, segura e ética, é frequentemente provocado a fiscalizar e intervir, a fim de garantir a assistência adequada aos pacientes.

O CREMERS, preocupado com uma solução para a situação caótica das Emergências de Porto Alegre e do Estado, promoveu, em sua sede, o primeiro Fórum de Emergências, nos dias 25 e 26 de março de 2010. Participaram do evento Conselheiros, Delegados das Delegacias Seccionais do CREMERS (interior), médicos palestrantes de outros Estados, e médicos atuantes nas Emergências dos grandes hospitais de Porto Alegre e das cidades do Interior, juristas com experiência na área, representando o Ministério Público Estadual e o Poder Judiciário, com o apoio das entidades médicas CFM, AMB, FENAM, AMRIGS, SIMERS, Sociedade Brasileira de Pediatria, Associação Brasileira de Medicina de Emergência (ABRAMEDE), Secretaria Municipal de Saúde e SAMU.

CONSIDERANDO
o direito constitucional do cidadão de acesso universal à saúde, previsto no artigo 196 da Carta Magna vigente;

CONSIDERANDO
que é direito do médico exercer a atividade em condições dignas (inciso IV do capítulo II do Código de Ética Médica);

CONSIDERANDO a grave situação vivenciada pelas Emergências, superlotadas, com condições precárias de atendimento e dissociadas da rede de saúde;

CONSIDERANDO que todas as iniciativas para as soluções deste problema, adotadas nos diferentes níveis, mostraram-se ineficientes;

CONSIDERANDO
o aprofundamento dos debates de importantes temas da área neste Fórum específico para a Crise das Emergências, mediante os quais se constatou:

- Dissociação entre emergências e hospitais

- Inoperância do sistema de referência e contrarreferências

- Financiamento insuficiente (custo do atendimento é maior do que o valor pago pelo SUS)

- Falta de leitos para acompanhamento após o atendimento na emergência

- Despreparo dos profissionais que atuam nas emergências

- Inexistência de central de leitos exclusiva para emergências

- Ineficiência dos serviços preparados para atender em Urgência e Emergência, em número compatível com a necessidade

- Falta de integração dos gestores nos diferentes níveis de Poder

- Ineficiência da rede básica no atendimento primário, determinando o encaminhamento aos serviços de Urgência e Emergência como forma de resolver o problema do paciente

- Insuficiência no fornecimento de medicamentos de doenças crônicas, gerando situações de emergências (por exemplo, falta de anti-hipertensivo, aumentando o número de AVCs)

- Remuneração desencorajante para atrair médicos especialistas em Urgências e Emergências

- Falta de plano de carreira no SUS

- Deficiência no sistema de comunicação entre os hospitais, a fim de permitir contato ágil e rápido entre o médico na ponta e o médico emergencista

- Desconhecimento global do sistema (quais são, onde estão, e a especialização de cada serviço)

- Inexistência de descentralização regionalizada dos serviços de emergência e urgência

- Fechamento de hospitais em Porto Alegre e no Estado, em número crescente.

CONSIDERANDO que a exposição do médico a condições inadequadas de trabalho contraria os princípios fundamentais definidos no Código de Ética Médica, dentre os quais o previsto no inciso II do capítulo I, segundo o qual “o alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional”, o 1º Fórum de Emergências, realizado no CREMERS, propõe:

PROPOSIÇÕES

- identificar e hierarquizar todas as Emergências Gerais e Especializadas, mediante redes regionais de assistência a pacientes agudos, fazendo valer a referência, bem como a contrarreferência, do ponto de vista logístico, administrativo, assistencial e financeiro;

- implementar a Regionalização da Assistência à Saúde, segundo critérios técnicos, nos seus complexos primário, secundário e terciário, visando garantir a assistência para toda a população nas situações agudas;

- aumentar o número de leitos resolutivos de internação em hospitais de média e alta complexidade, em hospitais próprios do SUS e conveniados, para permitir a transferência de pacientes estáveis das áreas de emergência, a fim de melhorar a capacidade de atendimento dessas unidades;

- ampliar a rede básica, os respectivos horários de atendimento, assim como os investimentos em infra-estrutura, conferindo maior poder resolutivo para os casos de menor e média gravidade, permitindo a contratransferência e a redução da demanda nas Emergências;

- estabelecer um limite de pacientes graves sob os cuidados do médico emergencista, de acordo com critérios de gravidade;

- definir a capacidade máxima de atendimento de cada Serviço de Emergência, estabelecendo-se que, em situações de catástrofes, é admitido um incremento de até 20% da capacidade máxima, atribuindo-se a responsabilidade aos gestores, excedido o limite, de providenciar novos locais de atendimento;

- estabelecer e fazer cumprir um limite máximo de 24 horas para a permanência de um paciente no Serviço de Emergência;

- determinar que a Central Reguladora de Leitos assuma seu papel de gerenciar os leitos de emergência junto aos hospitais, responsabilizando-se pela agilização de transferência e contratransferência de pacientes, disponibilizando leitos hospitalares na rede pública e privada;

- orientar o Poder Judiciário a encaminhar as decisões judicias referentes a pedidos de internação em emergências e UTIs à Central Reguladora de Leitos, responsável pela gerência do setor de saúde, para que defina o local mais apropriado para cumprir a respectiva decisão;

- implementar uma rede de atendimento para os pacientes psiquiátricos, nos níveis primário, secundário e terciário, garantindo o adequado atendimento nas situações agudas;

- adotar uma estratificação de risco padrão, para todas as Emergências, de acordo com os critérios de gravidade (por exemplo, o modelo “Manchester”), visando o gerenciamento e o controle de qualidade;

- exigir que as Emergências implementem e apliquem protocolos e marcadores de qualidade, bem como métodos de gerenciamento;

- estimular a formação e fixação do médico no Serviço de Emergência, mediante:

1) criação da Especialidade Medicina de Emergência, via Comissão Mista de Especialidades;
2) estimular a criação de Residências Médicas em Medicina de Emergência em todo o país;
3) qualificar e capacitar todos os médicos atuantes nas Emergências, através de Cursos, habilitando-os a concorrer ao título de Especialista em Medicina de Emergência;
4) incentivar a criação da Disciplina de Medicina de Emergência em todas as Escolas Médicas do país;
5) Implementar um Plano de Cargos e Salários, com remuneração justa e digna aos médicos emergencistas.

Porto Alegre, 26 de março de 2010.




Genebra, 9 abr (EFE).- Um ano depois da confirmação da aparição de um novo tipo de gripe e da primeira pandemia do século XXI, a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda deve explicações sobre como um vírus de efeito moderado deixou o mundo em pânico.

Embora o alerta provocado pela crise tenha desaparecido aos poucos da memória coletiva, suas consequências financeiras e seu impacto negativo sobre a reputação e a credibilidade do organismo, referência mundial em saúde pública, continuam latentes.

A OMS se defendeu nos últimos meses ao apontar que sua responsabilidade era impor o princípio de precaução diante de um vírus desconhecido e cuja composição - combinando genes das gripes humana, aviária e suína - fez os cientistas acharem que estavam diante de um organismo altamente dado a mutações perigosas.

No entanto, em poucos meses se confirmou que o vírus A(H1N1) não tinha a periculosidade que lhe foi atribuída, o que deixou vários países com dívidas milionárias com a indústria farmacêutica após a compra de gigantescas quantidades de doses de vacina.

Foi o alarme soado pela OMS que serviu para justificar a produção em tempo recorde de uma vacina contra a gripe A, sobre a qual os países industrializados se debruçaram, enquanto esses remédios ficavam fora do alcance dos bolsos do resto do mundo.

De dentro da OMS surgiram críticas contra sua cúpula, à qual se reivindicou em vão que explicasse como foi calculado o número de vacinas compradas por cada país e por que não houve um estudo sério sobre quais pessoas deveriam ser vacinadas, em vez de deixar no ar a ideia de que toda a população deveria ser imunizada.

"A OMS tinha que dizer que havia necessidade de um cálculo cuidadoso do número de vacinas que cada país deveria adquirir para evitar o que aconteceu com a França, onde só 10% das pessoas se vacinaram frente a 90 milhões de doses compradas (30 milhões a mais do que a população total)", explicou à Agência Efe um especialista da organização que pediu para que sua identidade fosse preservada.

Além disso, "o discurso de vender e doar as vacinas (que sobram) ao mundo em desenvolvimento é irresponsável, porque o vírus não será o mesmo na próxima estação de gripe", acrescentou o especialista ao lembrar que os vírus da gripe têm uma grande propensão a sofrer mutações e nunca são os mesmos entre um ano e outro, razão pela qual as vacinas têm uma nova fórmula todos os anos.

Na prática, muitas campanhas de vacinação contra a gripe foram um grande fracasso, o que em parte se deve ao temor que a rapidez do desenvolvimento da vacina causou na opinião pública. Até mesmo profissionais da saúde mostraram reservas à imunização.

No final de dezembro, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, confessou que ainda não tinha se vacinado - alegou falta de tempo -, apesar de as vacinas estarem disponíveis há semanas na Suíça, país-sede do organismo e onde Chan reside.

Nos últimos meses, diversas situações puseram em dúvida a vontade de transparência da direção da OMS, como sua insistência em selecionar os veículos de imprensa que poderiam entrevistar pessoalmente seus responsáveis em meio a uma situação tão grave como uma pandemia.

Em janeiro passado, vários Governos elevaram a voz nas instâncias oficiais do organismo - incluindo seu Conselho Executivo - para reivindicar uma avaliação independente da atuação da instituição frente à gripe A.

Em 29 de março, a OMS anunciou finalmente que um "comitê de revisão" formado por 29 especialistas de diferentes países e áreas, começará em 12 de abril uma investigação de vários meses sobre como a pandemia foi administrada.

Entretanto, o "alcance" desta investigação será decidido pelo próprio comitê, segundo o 'número dois' da OMS, Keiji Fukuda.

Enquanto isso, ainda ficam sem resposta perguntas relacionadas ao silêncio do organismo diante da sensível questão da propriedade intelectual da vacina, patenteada e vendida pelos laboratórios ao preço médio de US$ 10 por dose.

A estimativa é de que versões genéricas da vacina custariam US$ 2 a dose e estariam ao alcance de muitos países em desenvolvimento que ficaram dependentes de doações.

Os mecanismos para produzir genéricos de um remédio ou vacina estão previstos em acordos internacionais em casos de "emergência sanitária", um conceito que claramente coincide com uma pandemia. EFE